quinta-feira, 27 de março de 2014

Dieta para Poucos






Caras leitoras, ao visitar minha filha semana passada, soube que ela havia iniciado uma dieta com uma nutricionista funcional para desintoxicar o organismo e perder peso. Trata-se de uma jovem que sempre foi magra, muito bonita, e saudável. Contudo, devo admitir que ela precisa ampliar um pouco mais seu leque de alimentos a serem apreciados e incluídos em sua rotina, pois possui muitas restrições alimentares.
Quando ela tinha três anos de idade, levei-a a uma nutricionista, na expectativa de que minha filha passasse a comer mais frutas e legumes, mas, infelizmente, tal iniciativa ajudou muito pouco, pois, como disse, ela tem alta resistencia a experimentar novos sabores e, alem disso, quando vi o porta-retratos dos filhos da nutricionista na estante, todos obesos, confesso que fiquei um pouco descrente e não retornei ao consultorio (preconceito da minha parte, eu sei). 
Dado esse contexto, imaginem essa jovem seguindo uma dieta sem gluten, sem lactose, sem carne vermelha, sem açucar  e sem conservantes. Uma dificuldade! Sobram muito poucos ingredientes para alguém que ja não gosta de comer frutas,  verduras, legumes e peixes. 
Mas, com determinação e uma dose de criatividade, sempre podemos encontrar solução apetitosa e nutritiva, concordam? Abrimos mão da variedade e prezamos a qualidade, movidas pelo firme propósito de atingir nosso alvo e fazer valer o valor da consulta, não e mesmo?
Errado!
Faltou um detalhe super importante que, na verdade, é o foco desse Post: precisamos ter muito dinheiro para seguir uma dieta sem lactose e sem gluten aqui no Brasil!
Cheguei a essa conclusão, tentando colaborar com a dieta da minha filha que reside no Rio de Janeiro, considerada uma cidade grande e bem servida em termos de abastecimento, de uma forma geral. Não estou falando de municípios no interior do Amazonas... (rsrsrsrs)
Pois bem, visando comprar tudo que existisse no mercado sem gluten e sem lactose para abastecer a cozinha da minha filha e ajuda-la a preparar algumas receitas recomendadas pela nutricionista, parti para os supermercados e lojas especializadas em produtos naturais e fiquei um tanto decepcionada.
Nos supermercados convencionais, fora frutas, verduras, legumes e peixes, apenas consegui comprar ovos. Felizmente, encontrei ovos orgânicos caipiras (milagre). Claro que paguei um valor acima do valor dos ovos brancos de granja.
Nas lojas especializadas, encontrei apenas pães sem gluten congelados e paguei uma quantia modesta de dezoito reais o pacote do pão de forma. Também encontrei uns biscoitinhos de arroz (caros e sem gosto), mas, não encontrei nenhum cookie ou biscoitinho doce sem açucar, gluten e lactose. Levei os biscoitinhos de arroz para quebrar um galho.
Em outra loja de produtos especializados, tive a felicidade de encontrar mussarela de ovelha sem lactose pela bagatela de duzentos e trinta e quatro reais o quilo! O pior é que acabei comprando duzentas gramas para tentar fazer um sanduíche a noite com o pão de forma descongelado.
Minha filha está entrando na segunda semana da dieta e não aguenta mais comer omelete!
Sei que suas restrições ao cardápio vegan dificulta esse tipo de dieta, mas, independentemente de quem esteja seguindo esse tipo de dieta, acredito que seria de bom proveito os supermercados oferecerem alguns itens sem gluten e sem lactose em suas prateleiras, por um preço justo. Tal mudança levaria as lojas especializadas a pararem de explorar seus clientes, geraria mais concorrência e facilitaria a vida de milhares de pessoas que possuem intolerancia a esses componentes ou sofrem de doença celíaca. 
Afinal, inversamente proporcional a escassez de produtos sem gluten nos supermercados, proliferam-se os títulos de livros nas livrarias e textos na internet fazendo apologia a abstinência ao gluten. Ja repararam? Dietas sem gluten estão na moda!
Se voce deseja perder aquela barriga tipo “pochete“, mesmo fazendo duas mil abdominais por dia, saiba que não tem outra forma: "abstenha-se do gluten e da lactose"!   
Se isso é verdade, eu nao sei, mas sei que aquelas pessoas dispostas a iniciarem qualquer dieta nessa direção, devem estar preparadas para caminhar bastante, de loja em loja, de supermercado em supermercado, procurando uma variedade minima de ingredientes dessa natureza e, alem disso, devem se dispor a abrir bem os bolsos, pois, como salientei no inicio do Post, trata-se de uma dieta cara e para poucos!


   

Dica de Leitura







Título: O Homem que comeu de tudo
Autor: Jeffrey Steingarten 
Ano: 2000
Editora: Cia das Letras
Numero de Páginas: 496

Receita da Semana




Macarronada Vegetariana
(Receita retirada do site Click Grátis Receitas)

Ingredientes:

  • 500 gr de macarrão 
  • Agua, sal e oleo para cozinhar
  • Uma cebola média picada
  • Tres dentes de alho socados
  • Brócolis ou aspargos frescos
  • Um pimentão vermelho
  • Uma colher de chá de chilli ou curry
  • Uma lata de tomates pelados picados
  • Raspas de laranja ou limão
  • Sal a gosto
  • Folhas de  manjericão fresco
  • Farelo de pão tostado

Modo de Fazer:

Escolha uma panela grande e encha com água e uma colher de chá de sal para levar ao fogo, até ferver.

Quando a água  ferver,  coloque o macarrão para cozinhar conforme o tempo indicado na embalagem. Depois de cozido escorra e acrescente azeite ou óleo para não grudar. Reserve num refratário.

Enquanto o macarrão cozinha tente adiantar o molho: refogue numa frigideira antiaderente com azeite e óleo: cebola, alho, brócolis e pimentão - até a cebola ficar transparente. Acrescente os tomates pelados picados com o caldo, o sal e as raspas de laranja. Cozinhe por 3 a 4 minutos para apurar, teste o sal, acrescente o manjericão fresco e misture quente ao macarrão cozido.

Sirva em um pirex.



Versiculo da Semana










"Disse Jesus aos seus discípulos: se alguém quer vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." 

(Mateus 6:24)

quarta-feira, 19 de março de 2014

Tango (Parte II)









Caras leitoras, finalizo essa temática com mais um pouco de história do tango argentino. Espero que gostem e tenham a oportunidade de ouvir e apreciar algum dos sucessos desses compositores argentinos que meu pai tanto apreciava.


História do Tango Argentino

Inicialmente, o tango era dançado nos bares, nos cafés e em locais mais populares da cidade. 

Recorde-se que no final do século XIX, dançar era socialmente errado. As danças eram chamadas genericamente “Contradanza”. Os bailarinos tinham um contato de mãos em determinados movimentos. Havia também as “danças redondas” nas quais o movimento era circular.

O Minueto era uma dança muito popular na Argentina.

A palavra “contradanza” deve ter origem na dança inglesa, transformando-se no contradance Francês e Italiano. Mozart e Bethoven escreveram Kontretanze. De notar que a valsa vienense trouxe para fora dos salões a contradança. A valsa vienense foi a primeira dança popular no mundo. Depois veio a Polka, mas esta foi considerada escandalosa. Aliás, a sociedade europeia considerava as danças uma atitude imoral.

Por volta de 1880, na periferia de Buenos Aires, em casas de jogo e bares, homens sós gastavam o tempo bebendo, jogando e procurando um romance, na companhia de mulheres de baixa reputação, e dançando as novas danças … o Tango e a Milonga.

Recorde-se que naquele tempo, dançar consistia num homem e numa mulher frente a frente, em que o homem coloca a sua mão nas costas da senhora, isso, era demasiado ousado…

Agora temos uma dança em que há um abraço, corpo com corpo, pés que invadem o espaço do outro, uma conversa de amor e paixão, com ganchos e olhares de flirt, e carícias…

As mulheres decentes da época não aceitaram dançar, e as dos bares tinham de ser pagas… Assim, se um homem queria praticar a nova dança tinha de ser com outro homem. 

Grupos de homens começaram a treinar, a improvisar e inovar, criando movimentos novos que permitiram um grande desenvolvimento desta dança.

Se um dançarino era bom, atraía as atenções das mulheres… surpreendendo-as. Certamente que dançar entre homens, nada tinha a ver com homossexualidade.

Foi assim durante muitos e longos anos. O tango era dançado por gente humilde e do povo, já que famílias decentes não se expunham.

De qualquer forma, os filhos das boas famílias dirigiam-se aos subúrbios onde procuravam aventura e emoção. Começaram a ensinar às suas irmãs, meninas vizinhas, e outros elementos femininos das famílias argentinas, como tias e primas.

E assim, o tango foi transportado dos subúrbios para a cidade, para as casas, para os pátios, ainda que continuava a ser considerado um filho bastardo das mulheres de má reputação.

Entre 1880 e 1930 a Argentina transformou-se muito, e Buenos Aires foi reconstruída. A cidade colonial velha, com edifícios velhos e ruas estreitas, foi substituída por avenidas largas, parques e edifícios bonitos de arquitetura francesa e italiana. O país tornou-se um dos 10 mais ricos do mundo, posição que manteve até aos anos 50.

Durante esta época os “ricos” ganharam o hábito de ir à Europa (Paris, Londres) pelo menos uma vez no ano. Os seus filhos estudavam na Europa e estes ajudaram a introduzir o Tango Argentino na Europa. Criaram-se orquestras, lições de tango, e as mulheres tiveram de mudar para se adaptarem aos movimentos da dança.

O Tango transformou-se na dança do momento na Europa.

De volta a Buenos Aires, foi recebido como o filho mais amado.



(Fonte: Portal SF)




Dica de Filme











Título: Don Juan de Marco

Direção: Jeremy Leven

Elenco: Marlon Brando, Faye Dunaway e Johnny Depp,

Sinopse: um homem de 21 anos (Johnny Depp) dizendo ser o famoso amante Don Juan vai até Nova York para encontrar seu amor perdido, mas, sentindo que não alcançará seu objetivo, tenta se matar. Porém, um psiquiatra (Marlon Brando) consegue convencê-lo a mudar de idéia e começa a tratá-lo. Entretanto, o paciente possui um romantismo irrecuperável e contagioso, que começa a influenciar o comportamento do médico.

Receita da Semana








Creme de Queijo e Couve-flor
(Receita retirada do site Panelaterapia)

Ingredientes:

  • Couve-flor
  • Queijos variados
  • Leite
  • Parmesão ralado


Modo de Fazer:

Cozinhe a couve-flor no vapor, pique sem muito capricho e reserve.

Em seguida, junte restinhos dos queijos que você quiser e passe pelo processador ou ralador.

Ferva cerca de uma  xícara (chá) de leite e vá misturando aos poucos aos queijos. O leite fervendo vai   transformando-os em um creme. Talvez você não use todo o leite, vai depender dos queijos que usar.

Misture o creme de queijo à couve-flor, coloque em um refratário (ou em vários menores), cubra com parmesão e leve ao forno para gratinar.

Se usar queijo  gorgonzola que é bem salgado, não precisa adicionar  sal, mas se você usar queijos mais suaves talvez seja necessário.