sábado, 26 de julho de 2014

Estresse e a Seleção do Brasil (Parte III)









Caras leitoras, daremos prosseguimento ao artigo do Dr. Vladimir Bernik sobre Estresse.

Caso nos perguntassem se conhecemos alguém “estressado”, logo citaríamos uma dezena de nomes de pessoas conhecidas que sofrem desse mal. Não me admiraria estarmos incluídas nessa lista...

Portanto, vamos ler o restante do artigo e entender um pouco mais sobre Estresse.

Estresse: O Assassino Silencioso (Parte III)

Problemas Causados pelo Estresse:

O estresse pode ser causador e/ou agravador de uma série de doenças, que vão da asma, às doenças dermatológicas, passando pelas alérgicas e imunológicas; todas elas relacionadas de alguma forma à ativação excessiva e prolongada do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

Na área do sistema digestivo, é sabido por todos que o estresse pode desencadear desde uma simples gastrite, até uma úlcera: o famoso cirurgião Alípio Corrêa Neto, da USP e da Escola Paulista de Medicina (hoje Universidade Federal de São Paulo), dizia que se alguém afirmasse, há 20 anos atrás, que a úlcera péptica era psicossomática (leia-se somatoforme), ririam dele; hoje, se deixasse de dizê-lo, ririam dele.

Mas, é principalmente a nível de coração, ou mais precisamente, a nível das coronárias, que o estresse pode ser um matador silencioso.

Uma ativação repetida e crônica do sistema nervoso autônomo, numa pessoa que já tenha problemas de lesão da camada interna das arterias coronárias (aterosclerose), provocadas por fumo, gordura excessiva na alimentação, obesidade ou colesterol elevado, etc., vai levar a muitos problemas, tais como: diminuição do fluxo sangüineo adequado para manter a oxigenação dos tecidos musculares cardíacos (miocárdio). Isso leva à chamada isquemia do miocárdio, que é acompanhada de dores no coração (angina), principalmente quando se faz algum esforço, e até ao infarto do coração (ataque cardíaco), provocado pela morte das células musculares do coração, por falta de oxigênio. A adrenalina tem o poder de contrair esses vasos, agravando o problema de quem já os tem com o diâmetro reduzido pelas placas. O resultado para essas pessoas pode ser até a morte, que muitas vezes acompanha um estresse agudo.

Outros problemas comuns são a ruptura da parede dos vasos enfraquecidos pela placa aterosclerótica, ou a trombose (entupimento completo do vaso coronariano). Um pequeno coágulo (trombo) pode desencadear uma cascata de coagulação, que também pode levar à morte. O nível elevado de adrenalina também pode provocar alterações irregulares do ritmo cardíaco, denominadas de arritmias ("batedeira"), que também diminuem o fluxo de sangue pelo sistema cardiovascular.

No campo clínico (somático) os distúrbios ainda ditos 'neuro-vegetativos' são comuns: quadro de astenia (sensação de fraqueza e fadiga), tensão muscular elevada com cãibras e formação de fibralgias musculares (nódulos dolorosos nos músculos dos ombros e das costas, por exemplo), tremores, sudorese (suor intenso), cefaléias tensionais (dores de cabeça provocas pela tensão psíquica) e enxaqueca, lombalgias e braquialgias (dores nas costas e nos ombros e braços), hipertensão arterial, palpitações e batedeiras, dores pré-cordiais, colopatias (distúrbios da absorção e da contração do intestino grosso) e até dores urinárias sem sinais de infecção.

O laboratório clínico fornece outros detalhes indicativos da intensa ativação patológica no estresse: aumento da concentração do sangue e do conteúdo de plaquetas (células responsáveis pela coagulação sangüínea), alteração do nível de cortisol, alterações de catecolaminas urinárias e alterações de hormônios hipofisários e sexuais, além dos aumentos de glicemia (açucar no sangue) e colesterol, este por conta do LDL, ou o 'mau colesterol'.

Sintomas psíquicos:

Nas ocasiões estressantes, e mesmo fora delas, manifesta-se uma gama de reações de ordem psicológica, psiquiátrica, ou, perturbações temporárias de comportamento ou exacerbação de problemas sociopáticos.

Os problemas ansiosos com a sintomatologia clínica, além de irritabilidade, fraqueza, nervosismo, medos, ruminação de idéias, exacerbação de atos falhos e obsessivos, além de rituais compulsivos, aumentam sensivelmente. A angústia é comum e as exacerbações de sensibilidade com provocações e discussões são mais freqüentes.

Do ponto de vista depressivo, a queda ou o aumento do apetite, as alterações de sono, a irritabilidade, a apatia e adinamia, o torpor afetivo e a perda de interesse e desempenhos sexuais são comumente encontrados.

Existem também as "fugas", que todos conhecemos. Quando não se apela para a auto-medicação com ansiolíticos (um perigo!), a pessoa refugia-se na bebida e mesmo no consumo de drogas ilícitas de uso e abuso, além de aumentar a quantidade de cigarros fumados, quando for fumante.
São estas as condições da derrocada à qual o estresse leva a pessoa, principalmente quando esta tiver uma personalidade hiperativa.

Dica de Filme









Título: A Árvore dos Sonhos

Direção: Jon Avnet

Elenco: Kevin Costner; Elijah Wood; Lexi Randall; Mare Winningham.


Sinopse: Era um tempo diferente, com um cotidiano diferente. Elijah Wood e Kevin Costner estrelam este filme repleto de emoção, do mesmo diretor de “Tomates Verdes Fritos”, contando a história de uma família muito unida e o inesquecível verão de 1970 no Mississippi. Com a ajuda dos amigos, Stu (Wood) e Lídia Simmons (Lexi Randall) decidem construir uma fantástica casa na árvore, um lugar cheio de sonhos e magia. Seu pai Stephen (Costner), um veterano do Vietnã recém chegado, tem igualmente a esperança de reconstruir sua vida e realizar os desejos de sua família. Co-estrelando, Mare Winningham. “A Árvore dos Sonhos” irá cativar a todos com seu humor, emoção e atuações brilhantes. Um filme que você não pode deixar de ver.

Receita da Semana










Suco de Couve
(Receita indicada para uma dieta Detox)




Ingredientes:
  • Duas folhas de couve
  • Dois talos de salsão
  • Uma rodela média de abacaxi
  • Oito folhas de hortelã
  • Uma fatia de gengibre
  • 150 ml água de coco


Modo de Fazer:

Se sua intenção for desintoxicar, comece o dia tomando um copo de duzentos  ml de água morna com meio limão espremido.

Quanto ao suco, o ideal é consumir o suco no lugar do café da manhã.

Uma hora depois, tomar duas xícaras de chá verde e dois copos de água. 

Durante o restante do dia, procure consumir muitas frutas, chás de ervas e chá verde. 

Nada de carboidratos.

Procure fazer refeições leves, ricas em verduras e legumes cozidos. 

Incluir uma proteína na hora do almoço.

Versículo da Semana










"Chamarei a Deus, a Deus que por mim tudo executa."

(Salmos 57:2)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Estresse e a Seleção do Brasil (Parte II)












Caras leitoras, no Post dessa semana, daremos continuidade ao artigo sobre Estresse, de autoria do Dr. Vladimir Bernik, inspirados nos últimos acontecimentos vivenciados na Copa do Mundo de 2014 com a nossa seleção.

Esse tema tem sido abordado de diferentes formas e acredito que seja a causa de muitos males dos nossos dias. Vale conhecer com profundidade esse fenômeno que tem feito tantas vítimas na nossa sociedade.

Estresse: O Assassino Silencioso (Parte II)

Quais São as Bases Funcionais do Estresse ?

Da Silva, um cirurgião americano do século passado, foi o primeiro a perceber que soldados feridos só caíam prostrados após alcançarem a meta: isto é, lutavam ainda sob o efeito da 'adrenalina'. 

O fisiologista Walter Cannon observou que as reações alerta/luta e fuga em animais desencadeavam um maciço aumento das catecolaminas urinárias (substâncias decorrentes do metabolismo da adrenalina).

O cientista que estudou pela primeira vez o estresse, Hans Selye descreveu uma resposta fisiológica generalizada ao estresse, caracterizada pela seguinte seqüência:

A percepção de um perigo eminente ou de um evento traumático é realizada pela parte do cérebro denominado córtex; e interpretada por uma enorme rede de neurônios que abrange grandes partes do encéfalo, envolvendo, inclusive, os circuitos da memória;

Determinada a relevância do estímulo, o córtex aciona um circuito cerebral subcortical, localizado na parte do cérebro denominada sistema límbico, através das estruturas que controlam as emoções e as funções dos sistemas viscerais (coração, vasos sanguíneos, pupilas, sistema gastrointestinal, etc.) através do chamado sistema nervoso autônomo.

Estas estruturas são a amígdala e o hipotálamo, principalmente. A ativação dessas vias vai causar alterações como dilatação pupilar, palidez, aceleração e aumento da força das batidas cardíacas e da respiração, ereção dos pelos, sudorese, paralisação do trânsito gastrointestinal, secreção da parte medular das glândulas adrenais (adrenalina e noradrenalina), dentre outras, as quais constituem os sinais e sintomas da ativação tipo luta-ou-fuga descrevidos por Cannon.

Ao mesmo tempo, o hipotálamo comanda uma ativação da glândula hipófise, situada na base do cérebro, com a qual tem estreitas relações. No estresse, o principal hormônio liberado pela hipófise é o ACTH (o chamado hormônio do estresse), que, carregado pelo sangue, vai até a parte cortical (camada externa) das glândulas adrenais (situadas sobre os dois rins), provocando um aumento da secreção de hormônios desse complexo. Estes hormônios têm amplas ações sobre praticamente todos os tecidos do corpo, alterando o seu metabolismo, a síntese de proteínas, a resistência imunológica, as inflamações e infecções provocadas por agressões externas, etc. O seu grau de ativação pode ser avaliado medindo-se a quantidade de cortisol no sangue.

Essa descarga dupla de agentes hormonais possui intensa ação orgânica: de um lado a adrenalina, pela medula da adrenal, e de outro, os corticóides, pela sua camada cortical, levaram os cientistas a caracterizarem essas glândulas como sendo o principal mediador do estresse.

Essas respostas são normais em qualquer situação de dano, perigo, doença, etc. Assim, dizemos que existe um certo nível de estresse que é normal e até importante para a defesa do organismo, ao qual denominamos de eustress. O perigo para o organismo passa a ocorrer quando a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal se torna crônico e repetido. Nesse momento, começam a surgir as alterações patológicas causadas pelo nivel constantemente elevado desses hormônios.

Assim, reconhece-se que o estresse tem três fases, que se sucedem quando os agentes estressores continuam de forma não interrompida em sua ação:

A fase aguda: esta é a fase em que os estímulos estressores começam a agir. Nosso cérebro e hormônios reagem rapidamente e nós podemos perceber os seus efeitos, mas somos geralmente incapazes de notar o trabalho silencioso do estresse crônico nesta fase.

A fase de resistência: se o estresse persiste, é nesta fase que começam a aparecer as primeiras conseqüências mentais, emocionais e físicas do estresse crônico. Perda de concentração mental, instabilidade emocional, depressão, palpitações cardíacas, suores frios, dores musculares ou dores de cabeça frequentes são sinais evidentes, mas muitas pessoas ainda não conseguem relacioná-los ao estresse. Essa síndrome pode prosseguir até a sua fase final e mais perigosa.

A fase de exaustão: esta é a fase em que o organismo capitula aos efeitos do estresse, levando à instalação de doenças físicas ou psíquicas.

Daremos mais detalhes dessas doenças e de outros males causados pelo estresse no próximo Post.

Dica de Leitura













Título: Outra Espiritualidade

Autor: Ed René Kivitz

Ano: 2006

Editora: Mundo Cristão

Número de Páginas: 256

Receita da Semana









Suco Verde
(Receita enviada por Dra. Monize Aydar)

Ingredientes:


  • Uma folha de couve-manteiga (orgânica)
  • Um ramo de salsinha
  • Meio pepino japonês sem casca
  • Uma fatia de gengibre
  • Meia maçã 


Modo de Fazer:

Bater no liquidificador com 150 ml de água mineral gelada e beber em seguida.