domingo, 24 de fevereiro de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Fé como Um Grão de Mostarda (Parte II)
Continuando
nosso estudo sobre fé:
“Por
que Jesus considera justamente esse pequeno grão de mostarda como exemplo para
uma fé pela qual podem acontecer grandes coisas? Pelo fato desse pequeno grão
de semente ser capaz de ilustrar o que significa transportar montes. Esse grão
de semente extremamente pequeno, que quase não pode ser visto a olho nu, no
espaço de um ano se transforma num grande arbusto, numa pequena árvore com
galhos de cerca de 2,5 a 3 metros. Portanto, como são diminutos os
pré-requisitos para um resultado tão grande num minúsculo grão de semente, onde
aparentemente nada existia. No entanto, justamente estas condições mínimas são
um exemplo que o Senhor usa para ilustrar uma fé que é suficiente para remover
montanhas! Essa "fé como um grão de mostarda" não aponta de maneira
clara para a nossa fé, que muitas vezes é tão fraca e pequena? Com isso, de
maneira alguma quero desculpar nossa repetida incredulidade dizendo
simplesmente: afinal, só tenho uma fé bem pequena, como um grão de mostarda!
Quero lembrar que muitos de nós, repetidas vezes, já tivemos a impressão de que
nossa fé era assim tão pequena e insignificante, e isso pode provocar
dificuldades consideráveis. Assim mesmo, essa é justamente a pequena fé, quase
imperceptível, que, segundo as palavras de Jesus, tem o poder de transpor
montes.
É
necessário mudar o raciocínio!
Será
que, às vezes, não imaginamos algo errado quando pensamos na fé que precisamos
ter para viver como cristãos verdadeiros? Todos nós nos defrontamos diariamente
com situações, perguntas e problemas que se avolumam como montes. Não é
justamente nesses momentos que aspiramos de todo o coração ter mais fé, ter uma
fé maior, a fim de vencermos tudo isso? É justamente aí que muitos precisam
aprender a mudar o raciocínio, pois Jesus diz: "Se tiverdes fé como um
grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá!" Em outras
palavras: nossa fé não necessita ser particularmente grande para transferir
montes – simplesmente é suficiente "termos fé".
Se o
grão de mostarda tivesse a possibilidade de olhar para si mesmo e conseguisse
se enxergar, teria tudo para desanimar, pois em si mesmo não teria nada a
apresentar. E assim é também, muitas vezes, em nossa vida: olhamos para nós e
vemos uma fé relativamente pequena, limitada, e então ficamos desanimados. Mas
o grão de mostarda não faz isso. Ele não olha para si mesmo para então
desanimar. Não, ele simplesmente se deixa plantar na terra, ali começa a
crescer, e finalmente se torna aquilo que deve ser, ou seja, uma árvore em
cujos ramos "aninharam-se as aves do céu" (Lc 13.19).
Ao
mesmo tempo é de se considerar que o grão de mostarda não se torna uma árvore
porque empreendeu grandes esforços, mas simplesmente porque torna ativo e
aplica o que possui! Oh!, como seria bom se compreendêssemos hoje que, com
todas as nossas fraquezas, dificuldades e tentações diárias, simplesmente podemos
nos aquietar com fé infantil na mão de nosso Salvador! Que modificação isso
provocaria em nossa vida espiritual!
Simplesmente
creio que, muitas vezes, caímos no erro de ter conceitos errados acerca da fé.
Na verdade, é a fé singela na obra consumada de Jesus Cristo que consegue nos
levar adiante e que, a cada dia, nos conduz para uma comunhão mais profunda com
o Cordeiro de Deus, e não o esforço da nossa alma em crer bastante.”
(Marcel Malgo – http://www.chamada.com.br)
Dica de Filme
Título: Ensaio sobre a Cegueira
Diretor: Fernando Meirelles
Elenco:
Julianne Moore (Doctor's Wife); Mark Ruffalo (Doctor); Alice Braga ( Woman with
the Dark Glasses); Yusuke Iseya (First Blind Man); Yoshino Kimura (First Blind
Man's Wife); Don McKellar (Thief); Maury Chaykin (Accountant); Mitchell Nye (Boy)
Sinopse: o filme conta a
história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre
uma cidade não identificada. Tal "cegueira branca" - assim chamada,
pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se
primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos
poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas
necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os
afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado
começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é
afetada pela doença. O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da
doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde
tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da
civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. O
brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a
história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões
cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam
manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se
humaniza novamente.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Fé como um Grão de Mostarda (Parte I)
Caras
leitoras, vamos iniciar uma série de estudos sobre Fé. Creio que precisamos
fortalecer diariamente nossa fé e esses estudos me ajudaram muito a descobrir
de que maneira isso é possível. Portanto, espero que esses quatro estudos
retirados do site Eis-meaqui.com.br possam edificá-las e fortalecê-las na fé.
"Respondeu-lhe
o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira:
Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá."
(Lc 17.6)
"Pois em
verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este
monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível."
(Mt 17.20)
Que
pensamentos e emoções invadem o nosso coração quando lemos essas afirmações do
Senhor Jesus? Estamos de fato firmemente convictos de que isso se cumprirá
literalmente com uma ordem nossa, fazendo uma amoreira ou um monte se
transplantarem de um lugar a outro? Ou reagimos justamente ao contrário,
simplesmente rejeitando essas afirmações e dizendo que isso não é possível?
Infelizmente,
são justamente essas afirmações de Jesus que criam em muitos crentes uma
sensação de fraqueza interior, pois quase automaticamente vem o pensamento:
"isso não é possível!" Pelas leis da natureza, infelizmente, é o que
acontece com essas passagens das Escrituras; em princípio, sempre despertam
dúvida e incredulidade, levando-nos à humilhante constatação de que não
entendemos direito o que a Palavra quer nos dizer.
Por
isso empenhemo-nos para entender qual é, afinal, o sentido espiritual mais
profundo das palavras de Jesus especialmente em Mateus 17.20.
Em
primeiro lugar, quero dizer que em nosso texto: "Se tiverdes fé como um
grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará.
Nada vos será impossível", não se trata de uma grande fé, mas de uma
grande façanha, de um ato grandioso! Essa afirmação é totalmente contrária à
interpretação tradicional que sempre fala de uma fé tão grande que muda um
monte de lugar. Mas repito: aqui prioritariamente não se trata de uma grande
fé, mas de uma grande ação pela fé!
Afinal,
que fé é esta, que pode ter um efeito tão impressionante como o deslocamento de
um monte? Será que é uma fé imensa, sistemática, objetiva, planejada,
convincente, que não vê empecilhos, e que de maneira soberana supera tudo o que
atravessa o seu caminho? Uma fé que move montanhas evidentemente poderia ter
tais características. Mas o Senhor Jesus não fala de uma fé desse tipo. Então,
que fé é esta, que tem – como Jesus expressa figuradamente – a condição de
transferir montes? A esta fé capaz de fazer grandes façanhas, o Senhor Jesus
chama de: fé como um grão de mostarda.
"Pois
em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este
monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível". O
que é um grão de mostarda? Em Marcos 4.31, ele é chamado de "...a menor de
todas as sementes sobre a terra". De fato ele tem um diâmetro de apenas
0,95 -1,1 mm. Esse pequeno grão de semente, que precisa ser observado com uma
lente se quisermos vê-lo nitidamente, é considerado pelo Senhor como exemplo
para uma fé que é capaz de mover montanhas.
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